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Campanha: Troque um pedal de efeito por um afinador!

May 9, 2012

Com o aumento do volume de informações e também o crescimento do número de empresas fabricantes de pedais de efeitos, tem sido cada vez mais frequente encontrarmos grandes pedalboards, cheios de pedais no setup de guitarristas.

Até aí tudo bem, é ótimo ver músicos investirem no seu som, criar novas formas de utilização de efeitos, várias etapas de saturação, e por aí vai. É wah-wah, chorus, tremolo, octaver, phaser, delay 1, delay 2, delay 3, overdrive, distortion, mil e um tipos de boosters, é tanto pedal que algumas vezes nem cabe no board.

Mas o grande problema que tenho verificado nesses belos sets de pedais é a falta de um acessório básico e de suma importância: o afinador. Muitos guitarristas estão esquecendo que tocar afinado é muito mais importante do que ter um bom timbre ou encher o som de efeitos ou firulas. E eu tenho visto isso com uma frequência espantosa, seja nos shows ao vivo que assisto semanalmente, seja em videos no youtube. Fico muitas vezes com vergonha alheia pelo que ouço em certos shows. É constrangedor.

Obviamente não é necessário ter um afinador no board para tocar afinado. Mas é muito mais prático, e por que não dizer profissional, afinar seu instrumento silenciosamente, sem forçar o público a ouvir aquelas notas chocando umas com as outras enquanto não entram em afinação. Além disso, numa banda com mais de um instrumento, é necessário que todos estejam na mesma afinação. Logo, o afinador eletrônico passa a ser uma peça fundamental para que uma banda soe legal, sem maltratar o público.

No mercado existem dezenas de opções de afinadores. É possível para qualquer guitarrista comprar um afinador, pois são encontrados em diversas faixas de preço, dos mais baratos aos mais caros. E eu pego no pé principalmente daquele cara que gasta uma grana considerável pra montar seu set de pedais cheio de efeitos bacanas, mas tem dó de investir num afinador.

Eu sempre recomendo um afinador em formato de pedal, se você tem banda. Ele é mais prático e mais adequado para afinar e corrigir a afinação durante os shows. Mas além deles, temos ainda à disposição os tradicionais, que podem estar presentes no board, e receber o sinal via um A/B Box. E ainda há os de clip, para serem usados no headstock. Porém não acho este modelo adequado para shows ao vivo, pois em locais de muito barulho ele não fornece uma leitura rápida e estável. Deixo este modelo para ser usado em casa, ou em situações mais “controladas”. Enfim, independente da marca e modelo, todos eles funcionam, com maior ou menor eficiência.

É claro que existem outros fatores que interferem na estabilidade da afinação do instrumento. Ter sua guitarra sempre regulada e com a manutenção em dia é fundamental para isto. E, também, a forma de se colocar as cordas nas tarraxas influencia a estabilidade da afinação. Mas sobre isto tratarei numa outra ocasião.

Bom, é isso. Ouvir uma guitarra desafinada num show é horrível, e muito constrangedor para o guitarrista. Por isso, lanço o desafio:

Troque um pedal de efeito por um afinador! E se você já tem, use-o!

Sua música e seu público agradecem!

Abraços!

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Pedalboard

April 23, 2012

Creio que nunca falei sobre pedais aqui.

Eu não sou aquele maníaco por pedais, como vemos guitarristas por aí, mas gosto de selecionar uns pedais que irão somar algo bacana no meu som. Já passaram dezenas de pedais por aqui, entre simples e cheios de recursos, baratos e caros, drives mil, delays, e por aí vai. Como eu tenho a proposta de ter apenas os pedais que efetivamente uso, e que eles caibam no meu board, fico sempre limitado a cerca de 10-12 pedais.

Hoje meu set de pedais está dessa forma:

Seguindo o sinal da guitarra, a ordem é: Line6 Relay G30 (Wireless system. Não é pedal, mas o receiver fica no board); Vox Wah V847; Analogman Sunface NKT275; MXR Phase 90; Xotic AC Booster; Lovepedal Amp Eleven; Fulltone Fulldrive 2 Mosfet; Boss TU-2; Catalinbread Semaphore; MXR Micro Amp; Line6 DL-4

Os cabos e plugues são os George L’s sem solda, e o board construído por mim. Embaixo do segundo andar fica a fonte (Visual Sound 1-spot).

Com este set, é possível abranger bastante sons. Drives variados, fuzz e efeitos que, combinados com os amps e guitarras, podem ser usados numa gama bem grande de sons e estilos. Ainda pretendo adicionar outros efeitos que já tive em outras épocas e hoje sinto falta, como oitavador e vibe. Mas ficam pra depois.

Uma curiosidade: dos pedais que estão comigo atualmente, o mais velho no set é o Boss TU-2. Já tenho esse pedal há cerca de 8 anos. O mais recente, que chegou na última semana, é o AC Booster.

Depois comentarei um pouco melhor sobre cada um, e mais umas curiosidades.

Abraços!

The 1957 Jam

April 2, 2012

Estou de volta, depois de longos meses sem postar nada. Nesse tempo mudaram um pouco as coisas por aqui, mas ao longo das próximas semanas vou atualizando as informações com novos posts.

Para hoje, postarei a respeito do último vídeo que gravei.

Em 1957, duas das guitarras mais populares do mercado eram a Fender Stratocaster e a Gibson Les Paul. A Stratocaster  já estava em seu quarto ano de produção, com grande aceitação no mercado. Neste ano, vinha de uma mudança no uso de madeiras para o corpo, que teve início em 1956, passando do ash para o alder. A escala ainda era em maple.

Do outro lado, a Gibson inovaria mais uma vez, com a introdução dos captadores humbuckers. Até 1956, as Les Paul vinham com captadores P-90. Em 1957, as primeiras guitarras equipadas com humbuckers entrariam em cena. O acabamento ainda era exclusivamente Gold Top (standard) ou Preta (custom). O que diferenciava as duas, além da cor e de algumas diferenças estéticas em inlays e binding, era a construção do corpo. Enquanto as “standard” eram construídas com corpo em mogno e top em maple, as custom eram inteiras em mogno.

Obviamente eu não tenho as guitarras originais da época. Porém tenho duas reedições de 1957, da Strat e da Les Paul. A Stratocaster é uma reedição Crafted in Japan, muito bonita e bem construída, e soa muito bem. A Les Paul é uma Custom Shop Historic, também chamada de R7 (1957 Reissue). Dedicarei nos próximos dias um post exclusivo para esta Les Paul.

Gravei este video sobre uma base de blues, alternando entre as guitarras. Pluguei no Fender Deluxe Reverb Reissue (que só foi criado em 1965, mas tudo bem hehehe). Não usei pedais. Com a strat, usei o captador do braço e braço+ponte. Achei que esses dois timbres combinariam bem com o som. Com a Les Paul, usei apenas o captador do braço, que contrastou legal com a Strat, soando bem gordo.

Segue aí o video. Espero que apreciem!

Uma imagem

August 13, 2011

Modificações: Como colocar captadores P90 fora de fase?

July 5, 2011

Quem frequenta esse blog já deve ter notado que meu gosto musical é bem blueseiro. Eu não toco necessariamente apenas blues, mas é um estilo musical, e mais que isso, uma forma de tocar guitarra bem marcante na minha vida.

Vários dos guitarristas que eu curto usam ou usaram um timbre bastante peculiar em suas guitarras, que é o fora de fase (out of phase). Dentre muitos, podemos destacar T-Bone Walker, B.B. King, Alex Schultz, Anrdreas Arlt, e Peter Green, talvez o mais referenciado quando se fala em out of phase tone.

Esse som, que muitos falam que parece um pato, é obtido com a inversão de fase de um dos captadores (logo, a guitarra tem que ter pelo menos 2 captadores para que seja possível realizar esta modificação). A inversão pode ser feita de duas maneiras. A primeira é com a inversão de direção do ímã de um dos captadores. A segunda é invertendo o hot/ground de um dos captadores.

Existem pros e contras para os dois métodos, claro. Na inversão magnética, não há como ter uma chave para alternar entre “em fase” e “fora de fase”. Só abrindo o captador e mudando a direção do ímã novamente. Já na modificação elétrica, há essa possibilidade, sendo que o mais convencional é usar um push pull para alternar entre os modos. Por outro lado, ao inverter o aterramento na mod elétrica, a carcaça do captador passa a não ter aterramento, logo ao toca-la com a mão é gerado um ruído.

Bom, eu resolvi fazer a mod magnética na minha Gibson Les Paul Special, que tem dois captadores P90. Por que? Porque P90 são fáceis de abrir, uma vez que não tem cover metálico soldado ao captador, e soam muito bem fora de fase! Para fazer a mod, é só abrir um dos captadores e girar horizontalmente os dois ímãs que ficam abaixo da bobina. Simples e rápido.

No video abaixo fiz uma comparação entre o timbre em fase e fora de fase, além de no final demonstrar como a modificação é feita.

Enjoy it!

Uma imagem

July 4, 2011

 

 

 

Gibson ES-335 & Vox AC15. Que combinação!

 

Gibson Les Paul Special

March 27, 2011

Não há no mercado um número grande de modelos de guitarras equipadas com captadores P-90. Principalmente se compararmos aos inúmeros modelos com singles convencionais e humbuckers.

Na minha busca por uma guitarra com P-90, três modelos me interessam em maior intensidade, que são: Gibson Les Paul 56 reissue, Epiphone Casino e Gibson Les Paul Special.

Minha escolha pela Special foi simples. É uma guitarra pau-pra-toda-obra, simples, sem frescuras, bem construída e, pelo menos pra mim, muito bonita, com visual clássico. Além disso, seu timbre me dá a possibilidade de usa-la como guitarra única na banda Os Barcos. Com ela, eu tenho como cobrir os timbres de humbuckers e single coils da gravação do CD de uma maneira bastante satisfatória.

Este modelo surgiu lá pelos anos 50, se não me engano em 1955. Entrou e saiu da linha de produtos da Gibson diversas vezes ao longo destes quase 60 anos. Atualmente existem dois modelos em produção. A 1957 Reissue, e a Junior Special. A reedição é bacana, porém mais cara e bem difícil de se encontrar por aqui. A Junior Special não me agrada tanto por ter o braço sem binding (friso) e o acabamento Satin.

A minha é uma Special Guitar Center Exclusive, modelo fabricado para ser vendido exclusivamente nas lojas Guitar Center, nos EUA. Como diferenciais, ela possui binding na escala e acabamento glossy. A principal diferença para uma reedição 57 é a ponte, que no caso da RI é wraparound, enquanto esta segue o sustema stoptail/tune-o-matic.

Estou bastante satisfeito com esta guitarra. Já usei em dois shows dos Barcos, além de duas ou três apresentações do El Dorado Blues. Com overdrive e slide, plugada no Fender Deluxe Reverb, o timbre é impressionante!

Seguem aí uma foto e um video com ela. Nesta gravação, usei o Vox Night Train, no modo Bright, e o captador do braço da Special. Sem pedais. O tema é o final da música “Can’t You Hear me Knocking”, dos Rolling Stones.

Espero que curtam.

Valeu!

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