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August 13, 2011

Modificações: Como colocar captadores P90 fora de fase?

July 5, 2011

Quem frequenta esse blog já deve ter notado que meu gosto musical é bem blueseiro. Eu não toco necessariamente apenas blues, mas é um estilo musical, e mais que isso, uma forma de tocar guitarra bem marcante na minha vida.

Vários dos guitarristas que eu curto usam ou usaram um timbre bastante peculiar em suas guitarras, que é o fora de fase (out of phase). Dentre muitos, podemos destacar T-Bone Walker, B.B. King, Alex Schultz, Anrdreas Arlt, e Peter Green, talvez o mais referenciado quando se fala em out of phase tone.

Esse som, que muitos falam que parece um pato, é obtido com a inversão de fase de um dos captadores (logo, a guitarra tem que ter pelo menos 2 captadores para que seja possível realizar esta modificação). A inversão pode ser feita de duas maneiras. A primeira é com a inversão de direção do ímã de um dos captadores. A segunda é invertendo o hot/ground de um dos captadores.

Existem pros e contras para os dois métodos, claro. Na inversão magnética, não há como ter uma chave para alternar entre “em fase” e “fora de fase”. Só abrindo o captador e mudando a direção do ímã novamente. Já na modificação elétrica, há essa possibilidade, sendo que o mais convencional é usar um push pull para alternar entre os modos. Por outro lado, ao inverter o aterramento na mod elétrica, a carcaça do captador passa a não ter aterramento, logo ao toca-la com a mão é gerado um ruído.

Bom, eu resolvi fazer a mod magnética na minha Gibson Les Paul Special, que tem dois captadores P90. Por que? Porque P90 são fáceis de abrir, uma vez que não tem cover metálico soldado ao captador, e soam muito bem fora de fase! Para fazer a mod, é só abrir um dos captadores e girar horizontalmente os dois ímãs que ficam abaixo da bobina. Simples e rápido.

No video abaixo fiz uma comparação entre o timbre em fase e fora de fase, além de no final demonstrar como a modificação é feita.

Enjoy it!

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July 4, 2011

 

 

 

Gibson ES-335 & Vox AC15. Que combinação!

 

Gibson Les Paul Special

March 27, 2011

Não há no mercado um número grande de modelos de guitarras equipadas com captadores P-90. Principalmente se compararmos aos inúmeros modelos com singles convencionais e humbuckers.

Na minha busca por uma guitarra com P-90, três modelos me interessam em maior intensidade, que são: Gibson Les Paul 56 reissue, Epiphone Casino e Gibson Les Paul Special.

Minha escolha pela Special foi simples. É uma guitarra pau-pra-toda-obra, simples, sem frescuras, bem construída e, pelo menos pra mim, muito bonita, com visual clássico. Além disso, seu timbre me dá a possibilidade de usa-la como guitarra única na banda Os Barcos. Com ela, eu tenho como cobrir os timbres de humbuckers e single coils da gravação do CD de uma maneira bastante satisfatória.

Este modelo surgiu lá pelos anos 50, se não me engano em 1955. Entrou e saiu da linha de produtos da Gibson diversas vezes ao longo destes quase 60 anos. Atualmente existem dois modelos em produção. A 1957 Reissue, e a Junior Special. A reedição é bacana, porém mais cara e bem difícil de se encontrar por aqui. A Junior Special não me agrada tanto por ter o braço sem binding (friso) e o acabamento Satin.

A minha é uma Special Guitar Center Exclusive, modelo fabricado para ser vendido exclusivamente nas lojas Guitar Center, nos EUA. Como diferenciais, ela possui binding na escala e acabamento glossy. A principal diferença para uma reedição 57 é a ponte, que no caso da RI é wraparound, enquanto esta segue o sustema stoptail/tune-o-matic.

Estou bastante satisfeito com esta guitarra. Já usei em dois shows dos Barcos, além de duas ou três apresentações do El Dorado Blues. Com overdrive e slide, plugada no Fender Deluxe Reverb, o timbre é impressionante!

Seguem aí uma foto e um video com ela. Nesta gravação, usei o Vox Night Train, no modo Bright, e o captador do braço da Special. Sem pedais. O tema é o final da música “Can’t You Hear me Knocking”, dos Rolling Stones.

Espero que curtam.

Valeu!

RIP Gary Moore (1952-2011)

February 7, 2011

Sem dúvidas, uma grande perda pra música

Descanse em paz.

Martin 000-15

January 12, 2011

Existem instrumentos que são pra vida toda. Claro que certas circunstâncias podem levar à venda ou troca destes instrumentos, mas fica sempre a vontade e esperança de que um dia volte.

É o caso do violão Martin 000-15. Ao tocar os primeiros acordes neste violão é possível saber que se trata de um instrumento diferenciado. Pude ter esta sensação no ano passado, quando essa belezura chegou em casa.

É sabido que a linha 15 da Martin não é das mais caras, resultado de uma construção sem adornos e enfeites. E isto é o que chama atenção à primeira vista. É um instrumento lindo, e simples. É todo construído em Mahogany sólido, com acabamento acetinado.O capricho da Martin é incrível, não há sequer um minúsculo defeito na construção e acabamento. Todas as junções, as extremidades, as colagens internas, não apresentam falha alguma, nem rebarbas. Os trastes são instalados com perfeição, bem polidos e bem nivelados. Ele vem com encordoamento Phosphor-Bronze 0.012, que nada mais é do que perfeito para a sonoridade deste belo instrumento.

Impressiona mesmo é o som deste violão. Por ser um modelo 000, sua caixa é menor e mais estreita que os “mais populares” dreadnought. Porém, se engana quem pensa que a projeção sonora seja prejudicada. Ele soa alto, equilibrado, porém com destaque de frequências na região de médios. Como esperado em um Martin, é um violão de poucos agudos, pouco brilho.

A tocabilidade é muito boa, mesmo com encordoamento 0.012. É fácil tocar com palheta ou fingerstyle.

Seguem aí algumas fotos e um video, usando um Fishman Rare Earth para captar o som. Em breve coloco alguns sons melhores.

Valeu!

Gibson ES-335 & Fender Blues Junior Tweed

July 8, 2010

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Nesses últimos meses duas mudanças significativas ocorreram no meu setup. A primeira delas foi a troca da Epiphone Sheraton pela Gibson ES-335. A segunda foi a troca do Fender Blues Junior Tolex pelo Tweed.

A ES-335 é uma guitarra sensacional, atendeu perfeitamente às expectativas. Até fiz um blog dedicado ao modelo: http://www.gibson335.wordpress.com.

Já o Blues Junior Tweed veio por uma paixão pelo acabamento tweed, claro, mas principalmente pelo upgrade de alto-falante desta série. Enquanto nos Tolex o alto-falante é um Fender Special Design (fabricado pela Eminence), a versão tweed vem com um Jensen C12N.

A diferença de timbre resultante da troca do alto-falante é significativa. Fiz um teste comparativo e postarei em breve. De maneira geral, percebe-se mais graves e brilho na versão tweed, resultando num timbre mais macio que a versão tolex.

Como resultado, fiquei com uma combinação totalmente adequada para o blues. A ES-335 e o Blues Junior Tweed.  Tenho tirado timbres bastante interessantes com este setup, o que tem me deixado muito satisfeito.

No video a seguir, usei a Gibson ES-335 + Fender Blues Junior Tweed, com um Maxon OD-808. Normalmente eu uso a saturação do próprio amp, porém nesta gravação preferi usar o overdrive do Maxon.

Espero que gostem.

Valeu!

Let’s swing!

June 29, 2010

O West Coast Blues é um tipo de blues caracterizado por influências do jazz e Jump Blues, tocado em uptempo.

Dentre os precursores e divulgadores do gênero está T-Bone Walker, reconhecido guitarrista de blues com muita influência do jazz.

Além de T-bone, outros grandes guitarristas foram importantes para o estilo, como Charlie Christian, Hollywood Fats, Duke Robillard, Junior Watson, Alex Schultz, Andreas Arlt, entre outros. No Brasil, um excelente representante do estilo é Igor Prado.

O timbre usado no estilo quase sempre é o de guitarras acústicas ou semi-acústicas ou Les paul com captadores humbuckers ou P90 out-of-phase (fora de fase). Esta característica vem desde T-Bone e foi adotado por grande parte dos guitarristas.

Nos últimos anos tenho ouvido muito jump blues e, claro, tentado tocar algo nessa linha. Gravei um video na intenção de colocar minhas influências e o que venho escutando em prática. É um swing em G, onde exploro frases maiores e menores, e mistura delas. Os double-stops são bem característicos do estilo, assim como os acordes com 6M e 9M. Reparem que praticamente não uso vibrato, e as notas tem curta duração. Além disso, os bends geralmente são curtos, de 1/4 a 1/2 tom apenas.

O timbre veio da Les Paul com os captadores fora de fase plugada diretamente no Blues Junior Tweed. Para deixar os captadores fora de fase fiz a inversão elétrica hot/ground do captador do braço. Com isso, ao usar a chave seletora na posição do meio, o som anasalado vem de ambos os captadores fora de fase um com o outro.

Aí vai o video:

Valeu!

Vox Night Train

June 25, 2010

Hoje vou falar um pouco sobre este pequeno monstrinho, o Vox Night Train.

O Vox Night Train é um amp all tube, com duas 12ax7 no preamp e duas EL84 no power, resultando em 15W de potência.

Os controles do amp são simples, porém funcionais. O primeiro knob é o de ganho, que regula a saturação do preamp. Logo em seguida há os controles de agudo, médio e grave, e por fim o volume. Este amplificador possui ainda uma chave “bright/thick”.

A alternância ente os modos revela dois timbres bastante distintos. No modo bright, ouvimos aquele som mais brilhante e cortante, tradicionalmente ouvidos em diversas gravações com Vox. Neste modo, os controles de equalização são bem ativos, sendo possível uma ótima sintonia fina no timbre. Além disso, o ganho neste modo é consideravelmente menor. É muito fácil tirar um timbre bem limpo. Já no modo thick as coisas mudam um pouco. O nível de ganho é bem mais alto, saturando mesmo em regulagens mais conservadoras. O timbre ganha um corpo maior, porém sem perder o brilho característico Vox. É interessante ressaltar que neste modo há bypass do tone stack. Não há controles de equalização.

No painel traseiro existem duas saídas para caixa, 8 e 16 ohm.

A caixa vendida como par deste amp é dotada de alto-falante de 12″, um Celestion Greenback (G12M), semi-aberta (1/3 aberta). Considero o conjunto bastante equilibrado, resultando num voicing muito agradável aos ouvidos, e fácil de timbrar.

O cabeçote ainda vem com um prátigo bag, facilitando muito o transporte do amp.

Bom, seguem dois videos gravados com o Night Train. No primeiro usei a Fender Telecaster American VIntage 52RI, no modo Bright. No segundo video, a Gibson Les Paul Standard, no modo thick.

Espero que apreciem.

Valeu!

B.B. King is in town!

March 30, 2010

Dia 22 de março de 2010 foi um dia muito especial para mim. Foi quando vi, ao vivo, Riley B. King e sua banda.

B.B. King passou pelo Brasil para uma tour nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Nada muito perto de Vitória da Conquista, mas há 4 anos atrás eu havia prometido à Daíse e a mim mesmo que se B.B. voltasse ao Brasil, eu iria vê-lo em qualquer lugar. Optei por viajar 1100 km para assistir o show em Brasília.

Valeu muito a pena. B.B. não fica fora de forma nunca. Mesmo aos 84 anos o velho bluesman mantém potência na voz e total habilidade na guitarra. Suas frases características, seu vibrato e seu timbre estão ali, mais afiados do que nunca.  Com a Lucille plugada direto num amg Gibson Lab 5, seu timbre rouco e cheio de sustain estava lá.

A banda que o acompanha é um caso à parte. Bateria, piano/órgão, guitarra, baixo e metais da melhor qualidade. Uma banda cheia de suíngue e feeling, perfeita para acompanhar o Mestre.

O show, agradabilíssimo e com uma qualidade de audio perfeita, vai ficar na memória. Foram quase duas horas de música de qualidade, “causos” e risadas garantidas com B.B. Saímos de lá muito felizes, com as expectativas superadas e uma sensação de dever cumprido. Eu realmente não podia deixar de ver o velho bluesman.

Valeu!

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